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13 de maio de 2026

Spiritbox: banda de metal abre show do Korn em São Paulo – 13/05/2026 – Ilustrada

Spiritbox: banda de metal abre show do Korn em São Paulo – 13/05/2026 – Ilustrada

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Quando se apresentou no Brasil pela primeira vez, há um ano e meio, o Spiritbox era uma banda de metal em ascensão, mas com público restrito. Agora, com a volta do grupo para o país nesta semana, o cenário é outro. O quarteto canadense está com a popularidade em alta após tocar na cerimônia do Grammy, em fevereiro, e ter concorrido três vezes seguidas na categoria de melhor performance de metal da premiação.

Mesmo sem vencer nenhuma das tentativas, a vocalista da banda, Courtney LaPlante, afirma que “é raro para um grupo sem um grande legado ser indicado, e ainda mais raro ganhar” um dos maiores prêmios da indústria da música. De todo modo, “os últimos anos tiveram uma tendência de bandas mais novas serem indicadas, e é muito bom se sentir reconhecido pelos seus colegas”, acrescenta ela, por e-mail.

Neste sábado (16), o Spiritbox é uma das bandas de abertura do show do Korn, os gigantes do nu-metal que tocam de novo em São Paulo —as outras são a brasileira Black Pantera, com seu hardcore de pegada antirracista, e a americana Seven Hours After Violet, grupo de metalcore de Shavo Odadjian, o baixista do System of a Down.

A apresentação do Spiritbox faz parte da turnê do disco “Tsunami Sea”, o segundo álbum da carreira da banda, lançado no ano passado e recebido com críticas muito positivas pela imprensa estrangeira, tanto a que cobre música pesada quanto os grandes jornais. O grupo também tem no currículo uma série de EPs e singles.

Por que uma banda com dez anos de existência, de um país que tradicionalmente não exporta música pesada, faz tanto sucesso? Talvez porque as faixas, ao mesclarem momentos de peso com passagens etéreas, fogem ao clichê de barulheira associado ao metal. Além disso, o acréscimo de elementos eletrônicos situa o Spiritbox no agora —eles não parecem interessados em replicar grupos do passado.

Tal atitude captura os ouvintes mais jovens, da geração Z, público formado num contexto de fluidez de barreiras entre os gêneros musicais numa época que consagrou bandas de música pesada também inovadoras, a exemplo de Bring Me the Horizon, Architects, Bad Omens e Sleep Token.

O instrumental do Spiritbox vai ao encontro dos vocais de LaPlante —ela alterna gritos guturais típicos do metal com cantos femininos delicados, uma assinatura que deixa as músicas algo melódicas e palatáveis.

“Alguns vocalistas fazem gutural e aprendem sozinhos a cantar; outros são cantores que aprendem sozinhos a fazer gutural. Eu sou do segundo tipo”, diz ela. “Se você está escrevendo a letra e a melodia, quer fazer o que é melhor para aquele trecho da música e, de modo geral, servir ao que é melhor para a canção.”

LaPlante, de 37 anos, é casada com Mike Stringer, guitarrista do Spiritbox com quem formou a banda. Ela passou boa parte da vida em Vancouver Island, uma ilha na costa oeste do Canadá com florestas úmidas e praias frias banhadas pelas águas do Pacífico. Digno de cartão postal, o local é frequentemente associado à música da banda, como se a imensidão da natureza fosse uma representação visual das canções a um só tempo calmas e furiosas do grupo.

“A ilha é um lugar famoso por sua beleza, diferente de qualquer outro em que já estive. Há muita inspiração visual para mim ali. É também um marco notoriamente assombrado e misterioso do ocultismo, algo que acaba inevitavelmente se infiltrando na nossa música”, conta LaPlante.

Ela afirma ainda que, por não estar cercada de pessoas que compreendiam o que tentava realizar criativamente na música, precisou ter muita confiança nos outros integrantes da banda. “Não havia mais ninguém que pudesse se identificar conosco.”



Fonte.:Folha de S.Paulo

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