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4 de junho de 2026

Transporte público barato ajuda visita a Buenos Aires – 03/06/2026 – Turismo

Transporte público barato ajuda visita a Buenos Aires – 03/06/2026 – Turismo

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Restaurantes, bares e lojas de Buenos Aires estão caros para turistas de países com moedas mais fracas em relação ao dólar, como os do Brasil. Mas a capital argentina oferece uma rede barata de transporte público que ajuda a equilibrar os gastos da viagem.

O encarecimento de serviços e produtos pode ser visto em endereços como o Somma Bar, em Palermo. Um dos drinques mais baratos do menu, a gim tônica, está custando 18 mil pesos argentinos, o que equivale a R$ 60 na cotação atual da moeda. No mesmo lugar, o ojo de bife com batata frita sai por 38 mil (R$ 130).

Na cafeteria Oli, no mesmo bairro, um café coado está R$ 18, e o hambúrguer com batatas fritas, R$ 130. Alto até para cidades como São Paulo, o padrão se repete em outros estabelecimentos.

Ter de gastar mais na Argentina não é algo exclusivo para brasileiros, mas reflexo de que o país vizinho ficou mais caro em dólares, explica Carla Beni, economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo Beni, o governo de Javier Milei pegou dinheiro emprestado no exterior para tentar segurar a desvalorização do peso argentino, controlando o câmbio artificialmente, mas a moeda do país perdeu valor frente ao dólar.

“Como a economia argentina circula nas duas moedas, o país ficou mais caro para brasileiros, mas não só para nós”, explica.

Também afetou o bolso dos turistas o fim de taxas especiais de câmbio, como a “câmbio tarjeta”, que dava benefícios na conversão de dinheiro para quem usasse cartão em vez de notas.

Mesmo mais cara, diz Beni, é fantasiosa a ideia de que a Argentina era barata. “Nunca existiu de verdade, mas agora está pior”.

Nesse contexto econômico, aproveitar o transporte público da cidade é uma forma de economizar na viagem. Em Buenos Aires, a média dos deslocamentos de ônibus, metrô e trem fica por volta de mil pesos (R$ 3,60). Em comparação, o valor chega a R$ 5,40 em São Paulo.

A rede cobre boa parte das áreas mais visitadas por turistas. De metrô, é possível ir do centro histórico até Palermo em poucos minutos. Já linhas de ônibus cruzam bairros turísticos como Recoleta, San Telmo e Puerto Madero.

Os três tipos de transporte da cidade aceitam cartão com tecnologia NFC, que permite pagamento por aproximação. Então fica fácil comprar passagens com cartões de débito internacional.

Outra opção é adquirir o Sube, espécie de bilhete único da cidade que é usado nos três modais e vendido em quiosques, estações e aeroportos.

Além de economizar, andar de ônibus permite aprender um pouco mais sobre a cultura e as normas do país. Por exemplo, é preciso dizer ao motorista em qual rua você vai descer já na hora do embarque, porque o preço da tarifa varia de acordo com a distância percorrida. Por isso vale decorar o nome da descida.

Nos coletivos se vê também parte da história do país. Alguns carregam slogans como “as Malvinas são argentinas”, uma referência às ilhas na costa do país que pertencem ao Reino Unido, mas já foram disputadas pela Argentina em uma guerra em 1982. A frase fica ao lado de uma imagem da uma imagem de Nossa Senhora do Rosário e de um número para reclamações. América Latina.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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