



Resenha por Saulo Yassuda
Uma nova fronteira de izakayas se abre pela cidade. Jardim Paulista, Santana e Ipiranga já ganharam recentemente exemplares de barzinhos japoneses. E é neste último bairro, perto da Rua Bom Pastor, que surgiu em setembro o Umê Izakaya. O lugar ocupa parcos 50 metros quadrados, compartilhados entre as mesas de um lado e a cozinha aberta do outro. Os moradores da vizinhança já têm lotado o espaço, onde as conversas convivem com o som da música saída de uma TV (às vezes, country) e com o ruído baixo, mas constante, de um exaustor. Ao menos, você não sairá defumado dali. E, mesmo se saísse, provavelmente valeria a pena ter provado os bons petiscos preparados por Michele Sayuri Ikawa. Hoje chef, a dona elegeu os fogões depois de trabalhar com turismo por quinze anos. Frituras simples, mas muito boas, são provadas ali. São os casos da berinjela envolta em massa delicada ao molho de missô adocicado sem exagero (R$ 25,00) e do karaage, frango em pedaços num invólucro crocante lambuzados de maionese (R$ 30,00). Numa porção simbólica de tão pequena, o kimchi (R$ 12,00), conserva coreana feita na casa com nabo e acelga fermentados na pimenta vermelha, esperadamente ácido e picante, ganha pontos por ser de produção própria. O lámen (R$ 45,00), composto de fios de massa no caldo de frango que pode ter toque de missô, não é superempolgante, mas cumpre o papel se sua fome for maior. Tem algo de caseiro e é complementado por fatias de copa lombo. Se quiser ovo marinado, peça à parte (R$ 6,00). A seleção etílica é limitada, ainda que resolva a vida de quem quer beber sem frescura. Junto a uma lista de drinques simples, há pouca variedade de cerveja (a Original de 300 mililitros custa R$ 10,00) e só uma opção de saquê, que costuma variar (R$ 30,00 a dose). Ah, e não tem o destilado shochu.
Informações checadas em maio de 2026.
Fonte.: Veja SP Abril


