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14 de agosto de 2026

VEJA Comer & Beber Wine Fest estreia com seleção de mais de 150 vinhos

VEJA Comer & Beber Wine Fest estreia com seleção de mais de 150 vinhos

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Entusiastas do vinho têm um ótimo motivo para sair de casa e empunhar a taça. VEJA Comer & Beber Wine Fest ocupa o JK Eventos, espaço de mais de 1 000 metros quadrados no Shopping JK Iguatemi, em 22 e 23 de agosto. A festa totalmente dedicada à bebida reúne uma seleção especial e imperdível de mais de 150 rótulos da bebida, em 21 estandes de importadoras e vinícolas nacionais. É a primeira edição solo do evento, que teve uma pré-estreia concorrida em outubro do ano passado como uma das atrações da feira Comer & Beber Experience.

O visitante poderá experimentar uma variedade de opções e descobrir rótulos raros no Brasil, além de conversar com especialistas e produtores. “Para selecionar esses vinhos, o critério foi a diversidade de preços e estilos”, explica o sommelier e curador do evento, Léo Reis, profissional com mais de duas décadas de atuação no mercado. O objetivo é agradar tanto a veteranos e fanáticos quanto a pessoas que estão conhecendo melhor esse universo.

“São vinhos de diversas regiões, estilos e variedades de uvas, dos tintos mais leves aos mais encorpados, de brancos e rosés menos extraídos aos mais minerais e gastronômicos, além de uma boa seleção de champanhes e espumantes de diferentes partes do mundo”, descreve. O mesmo se aplica ao preço: as taças saem a partir de 25 reais, e as garrafas custam de 150 a 2 000 reais.

Houve uma dupla curadoria para a feira: primeiro, dos expositores; segundo, dos produtos. Todos os vinhos presentes passaram pelo crivo de degustação de Léo para se constatar a qualidade. Boa parte deles veio de parceiros de longa data. “São projetos que acompanho de perto, vi alguns deles começando e sei do trabalho rigoroso”, diz ele.

O denominador comum entre os 21 estandes é a escala humana. “Todos os vinhos têm uma pegada artesanal, não industrial. Vêm de uma agricultura limpa, que respeita o meio ambiente, sem intervenção.” Quem passar pela feira encontrará uma diversidade encantadora de rótulos, não só de países europeus, como também da África do Sul e do Brasil.

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Quatro mulheres sorridentes, duas sentadas na mesa de madeira e duas em cadeiras, brindam com taças de vinho tinto em um ambiente com garrafas e plantas na parede
Roberta, Vivien, Emiliana, das importadoras Oinos, Weinkeller e Emi Wine, e Paula, da vinícola Monte Astral: avanço feminino no universo da bebida (Paulo Vitale/Veja SP)

A importadora Emi Wine, da sommelière Emiliana Medauar, prepara-se para levar brancos e tintos de Portugal. “São vinhos extraordinariamente fora do óbvio, que quebram as expectativas dos rótulos portugueses que encontramos no Brasil hoje em dia”, afirma Emiliana.

“Eles mostram um lado moderno de Portugal, são frescos, com ótima acidez, de projetos novos, pequena produção e regiões pouco conhecidas. Quando você conversa com os produtores, percebe que tem muita história por trás de cada garrafa; é muito rico.” Um exemplo é o Nerd Duck, do projeto Duck Man, de Maria João Pato, filha de Luis Pato, vinho tinto “com alma de branco”, feito de uvas brancas (Maria Gomes) e que fica em contato com a casca da uva baga, por isso ganha a cor avermelhada.

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Para ela, a importação dos rótulos tão particulares é acompanhada de uma mudança no paladar do país. “Os vinhos portugueses clássicos não surpreendem mais o brasileiro”, ela observa, com base em constatações empíricas em degustações. “O Brasil ainda é aprendiz com relação ao vinho, mas isso tem mudado bastante. Antigamente, os clientes queriam tintos, hoje querem cada vez mais brancos e frescos, com pouca madeira”, aponta. “É um movimento que me agrada muito, pois é o meu gosto pessoal.”

Pessoa de costas, com cabelo preso, vestindo blusa escura e calça xadrez, segurando uma garrafa de vinho clara acima da cabeça em uma adega escura com prateleiras de madeira cheias de garrafas escuras
Monte Astral: vinícola familiar com escala artesanal e tecnologia (Guilherme Hartmann/Monte Astral/Divulgação)

A importadora surgiu de um clube de vinhos de Emiliana apenas para amigas, mas foi crescendo e mudou de vez a vida dela. “Sempre gostei de beber, mas não entendia nada. Depois que tive filhos, percebi que não fazia sentido voltar a trabalhar em multinacionais e fiz um curso de sommelier. Mudei minha direção”, revela.

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Paula Rutzen, da produtora gaúcha Monte Astral, conta que o vinho é uma herança de família. A vinícola foi uma ideia do pai e da madrasta, o casal Paulo César e Fernanda. Surgiu quando ela era criança e só foi concretizada e repassada na fase adulta. A primeira safra só ficou pronta em 2020 e não foi comercializada — só em 2021 as primeiras garrafas chegaram ao mercado.

Os vinhedos ficam em Farroupilha e Monte Belo do Sul. “Construímos uma vinícola diferente do que se costuma ver. Produzimos em escala menor, mas com alta tecnologia. Usamos tanques de concreto; só passamos o vinho por madeira quando faz sentido. É pensado caso a caso.”

A Monte Astral leva ao Wine Fest dois espumantes, dois vinhos brancos, um rosé, um laranja, quatro tintos e um vinho de sobremesa. O público poderá provar rótulos como Fomalhaut, um laranja delicado, com maceração mais leve do que o comum; o Pink Tank, rosé que será vendido pela primeira vez em São Paulo; e o Antares, vinho doce feito com a uva híbrida lorena e fortificado com álcool vinífero, ou seja, sem açúcares adicionados.

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Cachos de uvas verdes e folhas de videira em primeiro plano, com um trabalhador de chapéu e camisa escura desfocado ao fundo, em um vinhedo ensolarado
Uvas em solo nacional: colheita da Monte Astral em Farroupilha (Guilherme Hartmann/Monte Astral/Divulgação)

A gestão atual da Monte Astral é feminina, com a madrasta chefiando as operações no Rio Grande do Sul, a enóloga Giulia Martinelli como responsável pela parte técnica e Paula como representante de eventos em São Paulo. Outras produtoras presentes no evento são as gaúchas Vinhas do Tempo, de Monte Belo do Sul, e Era dos Ventos, de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.

“Trabalhamos com resgate histórico e cultural de variedades italianas, do modo como os imigrantes faziam o vi14 nho”, afirma Luís Henrique Zanini, cofundador da Era dos Ventos, produtora pioneira na elaboração do vinho laranja no Brasil.

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Homem barbudo de camiseta preta e calça cargo verde, usando luvas cinzas, segura uma garrafa transparente enquanto observa um barril de metal com vapor saindo, ao lado de barris de madeira e uma máquina industrial
Vinhas do Tempo: produtora gaúcha de Daniel Lopes (Vinhas do Tempo/Divulgação)

As mulheres têm conquistado espaço no mercado de vinhos. “Quando comecei, sentia mais preconceito, não se via mulher fazendo a gestão do negócio, era muito difícil”, conta Roberta Kuroda, da importadora Oinos. “Hoje, mesmo ainda (os profissionais) sendo majoritariamente homens, elas estão fazendo acontecer; vemos mulheres sendo premiadas entre os melhores sommeliers.”

Diante desse cenário, ela diz que faz questão de dar atenção para projetos de produtoras chefiadas por mulheres. A vontade de se aproximar do vinho surgiu aos 18 anos, quando foi a um evento corporativo com jantar e harmonização e se apaixonou. Em um primeiro momento, montou uma confraria de mulheres, enquanto se aprofundava na gastronomia e estudava o vinho.

Com o tempo, descobriu que queria trabalhar como importadora, conhecendo projetos de vinícolas butique e produções de vinhos orgânicos e biodinâmicos. Hoje, ela traz rótulos da França e da Espanha, de pequena produção.

Um homem e uma mulher sorridentes, de pé, brindam com taças de vinho branco em um ambiente interno com teto de vidro e plantas. O homem usa camisa xadrez e calça escura, a mulher veste casaco preto, suéter verde e calça jeans. Garrafas de vinho estão sobre uma mesa de madeira ao fundo
de la Croix: importadora da França, com tintos, rosés e brancos (de la Croix/Divulgação)

Na feira, apresenta um portfólio com champanhe, vinhos das Ilhas Canárias — raros no país — e de regiões menos conhecidas, com uvas autóctones, como o Els Jelipins tinto, da região espanhola de Penedés, na Catalunha. “O vinho não é um momento, é uma filosofia”, diz Roberta. “Trabalho com vinhos vivos; se deixar a garrafa aberta por uma hora eles mudam. Gosto da conexão, de prestar atenção neles. Vêm de projetos criados por pessoas maravilhosas.”

Para Vivien Kelber, sócia-diretora da Weinkeller Vinhos Alemães, a bebida é formadora de conexões. “Quando saio para jantar e tem vinho, seja com quem for, dá cinco minutos e todo mundo já conhece todo mundo. Até se for beber sozinha, é uma forma de me conectar comigo mesma”, acredita.

O trabalho na importadora começou depois de se mudar para a Alemanha e desenvolver o hábito de beber. Lá, conheceu o atual marido e, anos depois, veio se casar com ele no Brasil, mas teve dificuldade para encontrar rótulos alemães para a cerimônia. Foi então que começou a importar, por volta de 2012. “Fomos pioneiros nos vinhos alemães de pequenas vinícolas”, conta. Uma vez por ano, ela se reúne com produtores para fazer o trabalho de curadoria, focado em vinhos orgânicos e biodinâmicos.

Dois homens sorridentes em uma adega de pedra. O da esquerda, com barba e cachecol xadrez, segura uma taça de vinho tinto. O da direita, de jaqueta marrom, segura um jarro de metal com vinho. Barris de carvalho avermelhados preenchem o fundo
Cave Léman: garrafas da França, Espanha, Alemanha e Brasil (Cave Léman/Divulgação)
Três homens sorridentes posam em um ambiente rústico com garrafas de vinho e baldes de gelo sobre uma mesa de madeira. O da esquerda segura uma garrafa, o do centro tem expressão séria e o da direita ergue uma taça de vinho tinto
No Wine Fest: brancos, tintos, laranja e espumante da Vivente (Vivente/Divulgação)

Entre os destaques da leva selecionada para o Wine Fest estão os rieslings, feitos com a uva considerada “versátil, complexa, com camadas de aromas e acidez integrada”, trazida de parceiros da empresa. Faz parte da seleção o st. georgenhof, com uvas produzidas em solo com mistura de calcário de concha com arenito na região de Pfalz, que dá uma mineralidade à bebida.

“Quando conversamos com o consumidor em feiras, sempre nos falam que não sabiam que a Alemanha produz vinho. Provam e adoram.” Ambos são vendidos em garrafas de litro, comuns na Alemanha e atração da Weinkeller.

Outras importadoras de rótulos europeus no Wine Fest são a Anima Vinum, a Cave Léman, a Peso da Régua Vinhos e a Uva Vinhos. A aquisição do ingresso para o evento garante ao visitante uma taça de cristal da Tanyno como brinde — que custa por volta de 200 reais no mercado. Ela serve para usar durante o evento e, depois, levar para casa de recordação.

Mulher e homem sorrindo, segurando taças de vinho tinto, com duas garrafas sobre uma mesa de vidro, fundo rosa
Sócios: Ana Mello e Marcelo Barbosa, da Peso da Régua (Peso da Régua/Divulgação)
Um casal sorridente, com roupas sociais cinzas e brancas, ergue taças de vinho tinto em uma adega rústica. A mulher tem cabelos grisalhos e o homem uma barba longa e grisalha. Ao fundo, paredes de tijolos claros e barris de madeira.
Na feira: seleção da Vivá Vinhos (Vivá Vinhos/Divulgação)

A Tanyno também estará presente com um estande próprio e uma seleção de quase trinta rótulos, de Portugal, Itália, França, Espanha e Argentina, de pequenos produtores. “É o portfólio que defendemos com mais fervor”, explica Gui Verger, da Tanyno. Um exemplo é o Michelini i Mufatto, de uma vinícola familiar em Mendoza, na Argentina, a 1 600 metros de altitude, que deixa o vinho com maior frescor. “Trabalhamos com uma curadoria de vinhos premium, que buscam qualidade e escala de produção mais controlada”, afirma Verger. O portfólio da marca tem quase 200 produtoras.

Para não ficar de estômago vazio, o evento terá a presença de dois restaurantes da capital, selecionados com a curadoria de Arnaldo Lorençato, editor-executivo e crítico gastronômico de Vejinha. O D.O.M., endereço de cozinha autoral com assinatura de Alex Atala, prepara um menu em duo com o Dalva e Dito, casa de culinária brasileira tradicional do chef. Também haverá um estande do Osso, a churrascaria número 1 da cidade (leia mais abaixo).

Como os lugares são limitados, garanta já seu ingresso.

Importadoras no Wine Fest

› Anima Vinum • tintos e brancos de Borgonha e Rhône e champanhes

› Barbagianni • rótulos da Itália, com destaque para o prosecco Bolle Bandite

› Cave Léman • opções de brancos e tintos, um rosé e o champanhe Fidèle 2022

› Cépage Vinhos • importações variadas da França, incluindo o champanhe Terriscope Extra Brut da safra de 2016, uma raridade

› de la Croix Vinhos • vinhos franceses de mínima intervenção, com espumante de Limoux › Emi Wine • tintos e brancos de Portugal

› Oinos • champanhe, tintos e brancos da França e da Espanha

› Gavinho • vinhos franceses e catalães, um laranja, três espumantes e um rosado

› Peso da Régua Vinhos • tintos, brancos, laranja e um blouge, mistura de branco com tinto, todos da França, Áustria e Alemanha

› Tanyno • quase trinta rótulos de Portugal, Itália, França e Argentina

› Uva Vinhos • seleção da França e da Itália, com tintos, brancos e um espumante

› Vinho Veritas • importações das regiões de Borgonha e Champanhe, incluindo um champanhe natural

› Weinkeller Vinhos • vinhos alemães, com opções em garrafa de litro

› Wines4U • rótulos europeus e da África do Sul, incluindo um da uva syrah

› Zeroonze Vins • produtos de Portugal e França, com atenção à mínima intervenção

Produtores brasileiros no Wine Fest

› Arte da Vinha • do município de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul

› Era dos Ventos • de Bento Gonçalves (RS)

› Monte Astral • de Farroupilha e Monte Belo do Sul (RS)

› Vinhas do Tempo • de Monte Belo do Sul (RS)

› Vivá Vinhos Naturais • de São Francisco de Paula (RS)

› Vivente Vinhos • de Colinas (RS)

Menus em harmonia*

Homem de pele clara, barba e cabelo grisalhos, sorri levemente, braços cruzados, vestindo camiseta preta com estampas de emojis de culinária. Ele está encostado em uma estante de madeira escura, com livros e um vaso de planta verde em primeiro plano. Ao fundo, uma parede bege e um quadro escuro
Criações de Alex Atala no Wine Fest (Marcus S Teinmeyer/Divulgação)

Não basta ter uma seleção de vinhos primorosa no Wine Fest. Também é necessário ter menus criados por grandes chefs para uma harmonização perfeita com os rótulos do evento.

Alex Atala, do duo de restaurantes D.O.M., de cozinha autoral cinco-estrelas máximas por VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER), e Dalva e Dito, de culinária brasileira mais clássica, comparece com a ostra com vinagrete de caju (45 reais), perfeita para brancos; o macarrão com feijão e ragu de linguiça (58 reais), apetitosa releitura do pasta e fagioli legada por imigrantes italianos, para combinar com tintos de diferentes cepas; e o bolo de coco (25 reais), em casamento perfeito com alguns dos rótulos de sobremesa do evento.

Uma infinidade de tintos vai casar com as propostas do Osso, churrascaria número 1 de São Paulo pelo guia anual de gastronomia e filial do restaurante do chef peruano Renzo Garibaldi, de Lima, em parceria com o empresário Alexandre Mora. Estão no menu a dupla de slider, tentador par de hamburguinhos (35 reais), o bife de chorizo de gado curraleiro pé duro com farofa (60 reais) e um cobiçado arroz de tutano (45 reais). Tem ainda torta de chocolate (30 reais), sobremesa perfeita para um vinho do Porto.

*Colaboração de Arnaldo Lorençato.

Espaguete em panela de ferro preta, com molho de feijão e carne moída, decorado com folhas de salsinha, sobre uma mesa de madeira rústica
Arroz de tutano do Osso no Wine Fest (Neuton Araujo/Divulgação)

VEJA Comer & Beber Wine Fest

Shopping JK Iguatemi. Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, Vila Olímpia. 22 e 23 de agosto, das 13h às 22h. Ingressos disponíveis pelo site oficial Wine Fest. A partir de R$ 125,00 (meia-entrada) com direito a uma taça de cristal Tanyno e acesso ao salão de degustação durante todo o período do evento. Classificação: 18 anos. Menores de idade poderão entrar apenas acompanhados por um responsável legal.



Fonte.: Veja SP Abril

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