Chamou a atenção durante a transmissão de Brasil e Egito nesta sexta-feira (6) a cena do lateral direito Wesley chorando no banco de reservas após ser obrigado a deixar o jogo amistoso em Cleveland por conta de uma lesão ainda aos 16 minutos de partida.
Atuando como ala na Roma pela esquerda, o verstátil jovem maranhense de 22 anos parecia despontar como o principal candidato para assumir a posição carente de um dono na seleção brasileira durante a Copa do Mundo.
Foi substituído no jogo contra os egípcios pelo experiente defensor Danilo, de 34 anos, que tem sido reserva no Flamengo e mais aproveitado como zagueiro no clube.
Em 2018 e 2022, Danilo foi convocado por Tite para a direita, mas acabou tendo a participação nas duas Copas prejudicada por lesões, e parecia até pouco tempo atrás ser o nome correndo por fora na briga em 2026.
Havia sido anunciado previamente por Carlo Ancelotti como um dos convocados pelo papel de liderança no grupo. “Danilo é um jogador muito importante, não só em campo. É seguro que estará na lista final porque eu gosto dele. Como caráter, como personalidade, também como jogo”, disse o italiano na ocasião.
Em dez partidas sob o comando do italiano, desde junho de 2025, até a convocação, seis jogadores começaram como tiular pela direita na seleção —Vanderson, Wesley, Vitinho, Paulo Henrique, Éder Militão e Ibañez.
Tudo indicava que Ancelotti utilizaria o zagueiro Militão, que foi seu atleta no Real Madrid e já executou a função. O beque de 28 anos, no entanto, teve de ser submetido a uma cirurgia na coxa esquerda e está fora da Copa.
Do sexteto testado, além do jogador da Roma, apenas o zagueiro Ibañez, do Al Ahli, que pode ser improvisado pela lateral, compõe a relação de 26 convocados por Ancelotti.
Havia sido Danilo quem já havia entrado no lugar de Wesley no intervalo do jogo contra a Tunísia, no último amistoso da seleção em 2025, quando o lateral não fez um bom primeiro tempo.
Wesley voltou à lateral direita da seleção no difícil confronto contra a seleção da França e foi bem, mas não pôde disputar o duelo seguinte, contra a Croácia, devido a uma lesão muscular na coxa.
Foi substituído por Ibañez, que ajudou o time na marcação, mas praticamente não passou do meio de campo.
Pela esquerda, os também experientes Alex Sandro, 35, do Flamengo, e Douglas Santos, 32, do Zenit, se revezeram nas últimas partidas, sem que Ancelotti tenha indicado uma clara preferência até aqui.
Em recente entrevista a Galvão Bueno no SBT, Carlo Ancelotti falou sobre a falta de opções em um setor em que o Brasil sempre teve abundância, com nomes como Djalma Santos, Carlos Alberto Torres e Cafu.
“Nunca faltaram laterais no futebol brasileiro, o país sempre teve jogadores fantásticos, Cafu, Marcelo…agora temos um pouco de carência. Mas temos jogadores espertos para essa posição, um jovem, o Wesley, que está indo muito bem na Roma”, afirmou Ancelotti.
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) ainda não atualizou sobre a situação física de Wesley. O Brasil estreia na Copa do Mundo no próximo sábado (13), contra o Marrocos.
Fonte.:Folha de S.Paulo


