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22 de janeiro de 2026

3 dias em São Paulo: veja roteiro para explorar a capital – 21/01/2026 – Turismo

3 dias em São Paulo: veja roteiro para explorar a capital – 21/01/2026 – Turismo

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Cidade que mais recebe turistas no Brasil, São Paulo tem uma gama de atrações tão vasta que pode até confundir o visitante de primeira viagem.

Em comemoração aos 472 anos da cidade, no próximo dia 25, veja um roteiro com um pouco de tudo que ela oferece de melhor —evitando armadilhas de turista.

DIA 1

Comece batendo perna pelo centro. Na parte histórica estão o Pátio do Colégio, onde a cidade foi fundada, a Catedral da Sé, e o Centro Cultural Banco do Brasil, prédio de 1923 que já foi agência bancária e hoje é espaço cultural. Perto dali, na praça Antônio Prado, vários edifícios do começo do século 20 (quando arranha-céus mal existiam por aqui) chamam atenção pela monumentalidade.

Repare no lustre do hall de entrada do Edifício Altino Arantes, que abriga o Farol Santander, nos detalhes art déco da fachada do Edifício Banco de São Paulo e nas cores do Edifício Martinelli, o primeiro grande arranha-céu da cidade —às quintas, o site oficial libera ingressos para as visitas gratuitas às terças, mas também dá para subir lá nas festas que o lugar recebe.

Dali, desça para o vale do Anhangabaú. Repare no viaduto do Chá, que representa a primeira expansão da cidade, em direção ao outro lado do vale, onde fica o Theatro Municipal —visitas guiadas gratuitas acontecem de terça a sexta.

Atrás do outro viaduto, o Santa Ifigênia, fica o Mirante do Vale, que por 50 anos foi o maior edifício do país, com 170 metros de altura. Mais recentemente, seus últimos andares foram tomados por empreendimentos que se valem da vista lá de cima, como o Sampa Sky —uma armadilha de turista. Vale mais a pena se hospedar no prédio (há diversos Airbnbs) ou conhecer lugares como o Andar43 e o recém-inaugurado Iccarus, bar cujo fumódromo fica a céu aberto, no topo do edifício.

Almoce em um boteco tipicamente paulistano, como o Copanzinho ou o Estadão (que é uma opção ainda melhor para a larica da madrugada); se preferir algo mais arrumadinho, o Merenda da Cidade, o Wanderlust e o bufê a quilo Casarão Aurora são opções.

Depois do almoço, veja como eram os primeiros shoppings da cidade na Galeria Metrópole

(boa para fazer compras também) e tome um cafézinho na vibrante cafeteria do Sesc 24 de Maio.

À noite, se jogue na Barra Funda, já eleito um dos bairros mais legais do mundo, onde pipocam novas opções a todo momento. Os descolados da moda e da publicidade vão no Mamãe Bar, enquanto o Bandeira Bandeira reúne o público lésbico e o Dali Daqui, a galera do samba. Do outro lado dos trilhos, o Por Amor tem o charme de bebericar observando os trens passando para lá e para cá.

DIA 2

Dedique este segundo dia a explorar o entorno da avenida Paulista. A via fecha para carros aos domingos, mas é mais interessante nos outros dias, quando a muvuca é menor. De tudo que há por ali, o mais imperdível é o Masp, que recentemente ganhou um anexo, e o IMS (Instituto Moreira Salles).

Outros destaques são a Japan House (que abriga um excelente restaurante japonês, o Aizomê) e o mirante do Sesc Paulista —caso não consiga um horário, a cafeteria, que fica um andar abaixo, oferece a mesma vista sem filas, além de comes e bebes a preços justos.

Nessa pegada, boas opções de almoço são a Galeteria Dona Galô (próximo à estação Brigadeiro) e os restaurantes da rua Antônio Carlos, entre a Frei Caneca e a Augusta (mais perto da Consolação).

Principalmente nesse eixo da rua Augusta, a Paulista e seus arredores são repletos de lojas, shoppings e restaurantes que certamente vão tomar algumas horas do dia. Portanto, vá sem pressa, para explorar tudo o que der vontade. Se fazer compras não for muito o seu rolê, passe a manhã no parque Ibirapuera, e migre para a Paulista na hora do almoço.

À noite, comece os trabalhos com pelo menos uma tacinha no bar de vinhos Los Perros. Escolha a unidade do Bixiga, bairro onde o encontro de diferentes comunidades imigrantes forjou o que hoje é um dos últimos redutos tradicionais da cidade, com uma esquina mais agitada que a outra.

Depois do vinho, desça a rua Treze de Maio até a roda de samba do Sirigoela —se nada te apetecer no caminho, lá o fervo é certo.

Caso queira esticar a noite, não tenha vergonha de terminá-la no Funilaria. O bar que surgiu numa oficina mecânica já viveu seu auge, mas ainda tem boas festas, sempre com muita paquera.

DIA 3

Comece o último dia na muvuca da Liberdade. É um programa de compras, mas agrada também pelos restaurantes, como o quilo japonês Nandemoyá e o tailandês Thai e San. Se estiver friozinho, qualquer lámen da rua Thomaz Gonzaga te fará muito feliz.

Depois do almoço, despeça-se da cidade como um local, dando uma volta no Minhocão, viaduto símbolo da cidade que fecha para os carros aos finais de semana.

Caminhe por ele até pelo menos até o entroncamento com a avenida São João, que rende boas fotos com o edifício Altino Arantes ao fundo. Depois, desça para a Santa Cecília pelas rampas que existem por ali e sente em algum boteco tradicional do bairro, como o Johny’s da rua Canuto do Val, para jogar conversa fora observando a movida do bairro.

Boas opções de sobremesa e cafezinho também não faltam por ali: há os sorvetes artesanais da Glidah e da Cangote, os cookies da Ooey e cafeterias bonitinhas como a Lógico, o Takko e o Sofá Café.

Se tiver +1 dia

Visite a Pinacoteca e explore o Bom Retiro, que tem ótimos restaurantes de diferentes culinárias, em especial a grega e a asiática. Também vale um passeio pelo Higienópolis, que concentra o melhor da arquitetura modernista da cidade.

Se tiver +2 dias

Conheça também Pinheiros, onde vive a galera descolada da Faria Lima, e dê uma esticada até o Morumbi para visitar a Casa de Vidro, onde morou Lina Bo Bardi, arquiteta do Masp.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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