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2 de março de 2026

BYD Dolphin é primeiro elétrico mais vendido no varejo – 02/03/2026 – Economia

BYD Dolphin é primeiro elétrico mais vendido no varejo – 02/03/2026 – Economia

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A BYD informou, nesta segunda-feira (2), que seu carro elétrico Dolphin Mini foi o mais vendido no varejo do Brasil no mês de fevereiro. Segundo dados divulgados pela montadora, foram 4.094 emplacamentos do modelo no mês.

É a primeira vez que um modelo 100% elétrico lidera as vendas no varejo brasileiro, destaca a montadora. O BYD Dolphin Mini chegou ao Brasil em fevereiro de 2024 e tem preço público sugerido de R$ 119.990.

A chinesa celebrou os números, afirmando que o modelo “transformou a percepção pública sobre a viabilidade dos elétricos” e serviu como “porta de entrada para milhares de consumidores” que viam a eletrificação como algo distante.

Ao todo, foram 176.472 veículos emplacados no Brasil em fevereiro, sendo 140.592 unidades de carros de passeio (79,7%) e 35.880 unidades de comerciais leves (20,3%), segundo a consultoria K.Lume. De acordo com a BrightConsulting, o mês registrou 26.726 veículos eletrificados, alta de 68,9% em relação ao mesmo período de 2025.

O Dolphin Mini foi líder entre automóveis e comerciais leves vendidos no varejo, ou seja, por meio de intermediários, como concessionárias. Se consideradas as vendas diretas, o modelo aparece em 11º lugar, de acordo com dados da K.Lume e da BrightConsulting.

No ranking geral de vendas das consultorias, o carro mais vendido em fevereiro foi a Fiat Strada, com 11.191 emplacamentos. O modelo é o mais vendido do país há cinco anos.

Segundo a K.Lume, as vendas de fevereiro mostram uma recuperação de 8,7% ante janeiro, “o que é considerado normal nos inícios dos anos”. A BrightConsulting avalia que as vendas diretas puxaram os números do mês, indicando que “o mercado segue mais dependente de frotas/locadoras e grandes contas, e menos do consumidor de varejo”.

O ranking da BrightConsulting que observa a participação de cada marca no mercado brasileiro põe a BYD em quinto lugar em fevereiro, atrás de Fiat, Volkswagen, GM e Hyundai. Entre veículos de passeio no varejo, a chinesa informou que figura em segundo lugar.

Em fevereiro, as vendas de automóveis chineses cresceram 73,2% ante o mesmo período de 2025, segundo a K.Lume. A estimativa da consultoria é que a participação de marcas chinesas no mercado brasileiro, que subiu para 16,3% em fevereiro, se aproxime de 20% em 2026.

QUEDA NO MUNDO

A liderança do Dolphin Mini no mercado brasileiro contrasta com as vendas da marca chinesa no mercado global, que registraram a maior queda em cinco anos em fevereiro.

A chinesa informou no domingo (1º) que as vendas caíram 41% na comparação anual, para 190.190 unidades, marcando o sexto mês de quedas. O declínio foi impulsionado por uma queda de 65% nas vendas na China e ocorreu apesar de as vendas para exportação terem disparado 50%.

Os números são uma mudança marcante após anos de crescimento praticamente ininterrupto. O grupo registrou vendas anuais de 4,6 milhões de veículos no ano passado, dez vezes mais que as 427 mil unidades em 2020.

A BYD agora enfrenta pressão de rivais domésticas, incluindo Geely e Leapmotor, parceira da Stellantis, além de ter sofrido com a campanha de Pequim contra o tratamento injusto de fornecedores e a precificação abaixo do custo. Nesse contexto, o grupo está expandindo agressivamente sua rede de distribuição e produção no exterior, incluindo fábricas no Uzbequistão, Tailândia, Brasil, Hungria e Turquia.

Analistas do HSBC preveem que as vendas no exterior saltarão mais 60% em 2026 e 25% em 2027, alcançando 2 milhões de carros no próximo ano.

As ações da BYD negociadas na China continental subiram mais de 8% nesta segunda-feira (2), após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de semana, com investidores apostando que preços mais altos do petróleo impulsionariam a demanda por veículos elétricos. Antes da alta, as ações acumulavam queda de 8,6% em 2026.

Analistas preveem, ainda, uma rápida expansão das exportações de montadoras chinesas, aumentando a pressão sobre bases de manufatura tradicionais em partes da Europa, Sudeste Asiático e América Latina.

Com informações Financial Times



Fonte.:Folha de S.Paulo

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