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Introdução
As novas vacinas de dengue e chikungunya do Butantan trazem esperança. A da dengue (15-59 anos) terá distribuição nacional, com doses antecipadas. A inédita contra chikungunya (18-59 anos), primeira do mundo, começa em cidades-piloto. Entenda a distribuição gradual e as perspectivas no SUS.
- As novas vacinas do Butantan contra dengue e chikungunya prometem reduzir casos a partir de 2026.
- A vacina Butantan-DV (dengue) será distribuída em todo o país para pessoas de 15 a 59 anos, com doses antecipadas.
- Profissionais de saúde e municípios-piloto já estão recebendo a vacina da dengue Butantan-DV.
- A inédita vacina contra chikungunya, a primeira do mundo, está sendo aplicada em cidades-piloto e áreas prioritárias para maiores de 18 anos.
- A vacina japonesa Qdenga também é distribuída no SUS para crianças de 10 a 14 anos, complementando a estratégia contra a dengue.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A chegada de uma nova vacina contra a dengue e de um inédito imunizante contra a chikungunya aumentam as esperanças de reduzir os casos e mortes relacionados a duas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti a partir de 2026.
A ampliação da oferta, possibilitada por duas vacinas produzidas no Instituto Butantan, ainda ocorre de forma gradual. Enquanto a proteção contra a dengue tem previsão de atingir todos os brasileiros no público-alvo (de 15 a 59 anos), a vacina da chikungunya só será aplicada em cidades-piloto neste primeiro momento.
Veja o que já se sabe sobre a distribuição das vacinas.
Vacina contra a dengue será disponibilizada em todo o país
Desde a segunda semana de fevereiro, o Ministério da Saúde vem vacinando profissionais de saúde da atenção primária que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. A expectativa é proteger até 1,2 milhão de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários que atuam na linha de frente.
Pouco a pouco, a ideia é que a vacina seja ampliada para outros públicos, de forma gradativa. O imunizante desenvolvido pelo Butantan, conhecido como Butantan-DV, é aplicado em dose única e está indicado para pessoas de 15 a 59 anos. Ele será distribuído em todo o país, começando pelas faixas etárias mais velhas e expandindo para idades menores conforme as doses forem sendo disponibilizadas.
Ainda não há um calendário definido para a entrega de todas as doses, mas a boa notícia é que isso pode ocorrer mais rápido do que o previsto: no final de fevereiro, o Instituto Butantan anunciou que vai antecipar para este semestre a entrega de 1,3 milhão de doses da vacina, dobrando a oferta prevista para a primeira metade do ano.
Confira junto à secretaria de saúde da sua cidade como está a situação da distribuição e do público-alvo atendido neste momento.
Desde janeiro, a vacina também já é distribuída de forma acelerada para todas as faixas etárias em três municípios-piloto que estão sendo acompanhados para estudar os impactos do imunizante em grupos mais amplos: Botucatu, em São Paulo; Maranguape, no Ceará; e Nova Lima, em Minas Gerais.
Além da Butantan-DV, a outra vacina contra a dengue atualmente aplicada pelo SUS é a japonesa Qdenga, com indicação diferente: ela tem como público-alvo crianças de 10 a 14 anos, e precisa ser feita em esquema com duas doses. Sua disponibilização também foi ampliada para o país inteiro.
Vacina contra a chikungunya ainda está em fase de implementação
Outra novidade para 2026 é a chegada da inédita vacina contra a chikungunya, a primeira do tipo no mundo, mas ela ainda não está disponível de forma ampla no SUS.
Em função do número limitado de doses, esse imunizante fabricado graças a uma parceria do Butantan com a farmacêutica franco-austríaca Valneva só está sendo aplicado em residentes de áreas prioritárias (que são definidas de acordo com o cenário epidemiológico), com idades de 18 a 59 anos.
Até aqui, a estratégia piloto contempla 10 municípios de Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Sergipe, embora nem todas as cidades escolhidas tenham sido divulgadas oficialmente. A vacina já está disponível na rede pública de Sabará e Congonhas (ambas em MG), Maracanaú (CE), Simão Dias (SE) e Mirassol (SP).
Os resultados dessa fase vão ajudar a definir as estratégias para uma eventual ampliação e incorporação da vacina ao SUS.
Fonte.:Saúde Abril


