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Introdução
A influenciadora Maíra Cardi busca cirurgia para remover polimetilmetacrilato (PMMA) do rosto após quase duas décadas, alertando sobre risco de necrose. A substância plástica não é reabsorvida pelo corpo, podendo causar deformações permanentes, inflamações e infecções. O uso do PMMA é restrito a casos muito específicos.
- Maíra Cardi enfrentará cirurgia para remover PMMA, destacando o risco de necrose.
- O PMMA é um componente plástico não reabsorvido pelo organismo, gerando deformações permanentes.
- Riscos associados incluem inflamação, rejeição, infecção e necrose, dificultando a remoção.
- O uso do PMMA é aprovado pela Anvisa apenas para situações específicas e pequenas deformações.
- Profissionais abusam do uso em grandes volumes, aumentando as chances de complicações a longo prazo.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Há anos tentando remover um preenchimento de polimetilmetacrilato (PMMA) que fez no rosto há quase duas décadas, a influenciadora Maíra Cardi voltou a compartilhar seu drama nas redes sociais. Em novo vídeo, ela disse que deve se submeter a uma cirurgia para “fazer uma raspagem” e remover o produto.
Cardi citou o risco de necrose envolvido no seu caso. “Esse negócio pode impedir a circulação do sangue, necrosa, porque para de vascularizar”, explicou aos seguidores. A influencer também alega que foi enganada por um cirurgião plástico quando jovem, e desconhecia os perigos associados ao PMMA na época.
Entenda melhor a situação.
Por que o PMMA é tão perigoso? O que é essa substância?
O polimetilmetacrilato, consagrado pela sigla PMMA, é um componente plástico com usos muito variados: ele pode ser usado, entre outras aplicações, até mesmo para a fabricação de lentes de contato.
No universo dos tratamentos estéticos, microesferas de PMMA são injetadas sob a pele com o objetivo de fazer preenchimento e remodelar o rosto. No entanto, a substância não é reabsorvida pelo organismo e traz o perigo de deformações permanentes: com o tempo, ela pode se aderir aos tecidos vizinhos, o que dificulta sua remoção, tornando o procedimento arriscado.
As deformidades associadas ao PMMA podem ser imediatas ou levar anos até aparecer. Pessoas com esse preenchimento podem ter episódios de inflamação recorrente na área onde o material foi colocado e também enfrentam riscos de rejeição e infecção, além da necrose citada por Maíra Cardi.
+Leia também: PMMA: o que é e quais são os riscos da substância usada em preenchimentos
O PMMA tem usos aprovados pela Anvisa?
O PMMA pode ser utilizado em situações muito específicas, com os usos mais notáveis sendo a lipodistrofia, uma alteração na distribuição pontual de gordura pelo corpo que ocorre devido a alguns problemas de saúde, ou pequenas deformações estéticas (ênfase no “pequenas”).
É nesse segundo ponto que muitos profissionais acabam realizando um uso abusivo e perigoso do PMMA: a chamada correção volumétrica utilizando a substância deve ser feita de forma extremamente pontual, em áreas pequenas. Volumes maiores aumentam as chances de complicações no longo prazo.
Devido aos riscos associados, o ideal é que a equipe médica considere outras abordagens menos perigosas caso seja necessário recorrer a algum tipo de preenchimento estético. O PMMA, mesmo em seus usos aprovados, deve ser encarado como um recurso para casos que não respondem bem a técnicas com menos efeitos colaterais documentados.
Fonte.:Saúde Abril


