9:06 AM
28 de abril de 2026

A gaúcha que mudou de país por trauma com enchente histórica

A gaúcha que mudou de país por trauma com enchente histórica

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Renata, de camisa laranja, aparece de perfil sorrindo

Crédito, Fernando Otto/BBC

Legenda da foto, Renata de Brito mora há quase dois anos no Paraguai

  • Tempo de leitura: 6 min

Para escolher qual seria sua nova cidade, a gaúcha Renata de Brito, de 44 anos, estudou o comportamento das águas que correm longe do Rio Grande do Sul.

Para onde o rio corre? Onde ele pode transbordar? Qual a chance de uma enchente? Eram perguntas que ela fazia quando decidiu se mudar do Estado (e de país) após as devastadoras enchentes de 2024, que completam dois anos neste fim de abril.

“O que aconteceu me deixou com muito medo. Toda vez que chovia, eu já começava a ficar mal”, lembra hoje Renata, sorridente, enquanto vendia cachorro-quente num dia ensolarado na Ciudad del Este, no Paraguai, seu novo país.

Por isso, ela diz se considerar “uma refugiada climática”.

Apesar de não ser oficialmente reconhecido pelo direito internacional e não ser utilizado pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), o termo é frequentemente usado para se referir a uma pessoa que sai do país ou da região que habita para viver em outro local, devido a riscos relacionados aos efeitos extremos das mudanças climáticas.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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