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4 de junho de 2026

Jovens no Brasil são mais ou menos conservadores do que os mais velhos? O que pesquisa descobriu sobre a geração Z

Jovens no Brasil são mais ou menos conservadores do que os mais velhos? O que pesquisa descobriu sobre a geração Z

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Grupo de jovens apoiados contra parede com celulares (foto de banco de imagens)

Crédito, Getty Images

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A ideia de que a geração Z estaria se tornando mais conservadora do que os mais velhos ganhou força nos últimos anos, impulsionada por pesquisas realizadas em outros países e por fenômenos culturais como Adolescência, a segunda série mais vista da história da Netflix. Mas um novo estudo sugere que a história pode ser diferente — ao menos no Brasil.

Segundo o levantamento, realizado pela Quaest a pedido do instituto More in Common, embora a maioria dos jovens brasileiros de 16 a 24 anos — faixa etária que concentra a maior parte da geração Z — se identifiquem como conservadores (68% entre os homens e 62% entre as mulheres), esses índices são menores do que os registrados entre as gerações mais velhas, como mostra o gráfico abaixo.

A pesquisa retrata uma juventude que ocupa uma posição intermediária no debate de costumes: embora demonstrem maior apoio à igualdade de direitos para as mulheres, os jovens — especialmente os homens — mantêm resistência a rótulos como feminismo e a algumas minorias sociais como travestis e mulheres trans.

“Descobrimos que o conservadorismo não tem uma especificidade geracional”, diz Helena Vieira, professora e gestora cultural que atuou como consultora do estudo. “Existe uma aceitação de determinados conteúdos políticos, mas uma rejeição das identidades políticas que os mobilizam.”

Homossexualidade e feminismo

A pesquisa registrou opiniões que, embora tratem de temas correlatos, podem parecer contraditórias.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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