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9 de julho de 2026

Bets e pornografia no futebol: riscos para crianças

Bets e pornografia no futebol: riscos para crianças

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A presença crescente de casas de apostas e plataformas adultas como patrocinadoras de times brasileiros, como o Corinthians, acendeu um alerta em 2026. Especialistas questionam se as regras atuais protegem crianças da exposição a produtos que podem causar dependência emocional e financeira.

Qual é o principal risco da exposição de menores a esses anúncios?

Especialistas explicam que crianças e adolescentes ainda não têm o controle de impulsos totalmente formado. O contato frequente com marcas de apostas (bets) e conteúdo adulto pode despertar curiosidade precoce e facilitar o acesso a produtos viciantes, acelerando um processo de ‘adultização’ prejudicial ao desenvolvimento emocional e mental.

Como os clubes estão tentando mitigar o impacto desses patrocínios?

No caso recente do Corinthians, o contrato de R$ 22 milhões com uma plataforma adulta prevê restrições severas. A marca não pode aparecer nos uniformes das categorias de base nem do time feminino, e o clube tem poder de veto sobre as peças publicitárias. Além disso, jogadores não podem ter suas imagens vinculadas diretamente a ações de divulgação da empresa.

O que a legislação brasileira diz sobre o tema no futebol?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Código de Defesa do Consumidor proíbem práticas que explorem a vulnerabilidade infantil. Recentemente, o ECA Digital reforçou barreiras na internet, mas ainda há uma lacuna regulatória sobre a exibição física dessas marcas em estádios, transmissões de TV e uniformes esportivos.