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15 de julho de 2026

Novo Bar Brahma da Paulista retoma tradição do samba – 15/07/2026 – Bares e noite

Novo Bar Brahma da Paulista retoma tradição do samba – 15/07/2026 – Bares e noite

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São Paulo


A nova unidade do Bar Brahma está prevista para abrir nesta semana, a partir desta quinta (16), em soft opening, mediante reserva ou ordem de chegada com ocupação máxima de até cem pessoas.

A capacidade vai aumentar gradativamente até a data de abertura oficial, marcada para o dia 27, quando varanda e mezanino também estarão abertos.

Além do chope gelado, o Brahma retoma a tradição musical com foco no samba com shows diários —alguns, de artistas como Xande de Pilares, Salgadinho, Luciana Mello e Dudu Nobre.



Palco redondo no centro do novo Bar Brahma receberá shows de samba


Tiago Jardim/Divulgação Bar Brahma

A inauguração, que estava prevista para janeiro deste ano, atrasou por causa da reforma do imóvel, onde funcionava o refeitório para funcionários do banco Safra. As negociações para a construção começaram há cerca de um ano e meio.

Instalada no cruzamento entre as ruas Bela Cintra e Luís Coelho, no número 379, próximo à avenida Paulista, o Brahma está distribuído entre 650 m² em três andares. A previsão é de ter funcionamento até 5h em alguns dias da semana.

Tradicional bar da região central de São Paulo, o Brahma nasceu em 1948 na esquina entre as avenidas São João e Ipiranga, à época área de intensa produção cultural e circulação de pessoas —no fim da década de 1970, o cruzamento foi retratado por Caetano Veloso na letra de “Sampa”.

A casa é a maior vencedora da categoria melhor bar do prêmio O Melhor de São Paulo, especial gastronômico da Folha. Escolhido por moradores da capital paulista em pesquisa Datafolha, levou 11 títulos.

Está à frente da iniciativa o empresário Caire Aoas, também sócio do grupo Fábrica de Bares, que trabalha com a renovação de bares e restaurantes em São Paulo, nos moldes das reformas da Love Story e do Café Girondino.

“A história do Bar Brahma está intrinsecamente ligada à história de São Paulo, da cultura, da boemia. Além do centro, talvez não exista outra região que represente tanto a cidade quanto a região da Paulista”, afirma o empresário.

A ideia é que a casa se dedique exclusivamente ao samba, diferente da filial na região central, onde outros gêneros musicais coexistem. Para isso, o térreo conta com um palco central que remete às rodas de samba.

A arquitetura e a decoração foram pensadas como uma versão moderna do Bar Brahma original. No salão, uma estátua feita de espelhos e com peso aproximado de 200 quilos homenageia São Jorge em seu cavalo.

Uma das paredes é ocupada por quadros que ilustram músicos fundamentais na história do genêro musical. Logo ao lado, um painel ganha destaque: é a reinterpretação de “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci. Feita por Alexandre Keto, reimagina personalidades como Alcione e Zeca Pagodinho no lugar dos apóstolos.

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O trabalho de Keto aparece também no teto do corredor de entrada. Desta vez, a pintura impressa em papel de parede faz referência ao afresco de Michelangelo, “A Criação de Adão”, na Capela Sistina. Na releitura, o compositor Almir Guineto (1946-2017) entrega um banjo para Arlindo Cruz (1958-2025), fazendo referência ao uso do instrumento que foi popularizado pela dupla.

O bar dedica ainda um espaço a objetos originais e de acervo pessoal de sambistas importantes, a exemplo de uma caixa de engraxate de Jair Rodrigues (1939-2014), que trabalhou na profissão antes de se tornar cantor, e um disco de ouro do grupo Demônios da Garoa, que fez apresentações famosas na filial do Bar Brahma.

A previsão é que nomes como Xande de Pilares, Dudu Nobre, Salgadinho, Luciana Mello, Mauro Diniz, Tobias da Vai-Vai e Toninho Geraes participem da programação, assim como o projeto comandado por Ivo Meirelles, chamado Alô Bateria. O valor do couvert artístico ainda não foi definido.

O cardápio reproduz, em boa parte, o que é servido na unidade da região central. É possível pedir clássicos como o filé Oswaldo Aranha (R$ 89), que chega à mesa acompanhado por farofa de bacon, arroz branco com alho-poró e batata chips.

Além do chope (R$ 14,90, claro; R$ 15,90, Brahma Black), que ficou famoso pelo colarinho alto, a casa pretende apostar em opções de almoço-executivo.

Ao longo do ano, outros espaços do bar serão inaugurados, como uma área dedicada a esportes no primeiro andar da casa. Será um espaço dedicado à transmissão de jogos e de eventos esportivos. Até o primeiro trimestre de 2027, um ambiente dedicado à gafieira e ao bilhar deve abrir no subsolo do bar.

Outra novidade é o resgate do Brahminha, espaço que funcionava nos fundos do Bar Brahma da região central da cidade. Até o fim de 2026, Aoas prevê reabrir o Brahminha como um piano-bar sob o nome de Avesso.

Outra novidade de peso é o projeto de um novo restaurante italiano em parceria com Facundo Guerra, à frente de casas como Cinejoia e Formosa Hifi, na cobertura do edifício Virginia, também na região central, até o final deste ano.

Bar Brahma
R. Luís Coelho, 379, Consolação, região central. @barbrahma





Fonte.:Folha de São Paulo

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