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15 de julho de 2026

MPF defende aprovação do PL da misoginia e nega risco à liberdade de expressão

MPF defende aprovação do PL da misoginia e nega risco à liberdade de expressão

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A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, vinculada ao Ministério Público Federal (MPF), emitiu uma nota técnica nesta terça-feira (14) defendendo a aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia.

Para o subprocurador-geral da República Paulo Thadeu Gomes da Silva, a punição de falas contra mulheres como injúria ou difamação é insuficiente para lidar com a gravidade do tema. O PL da misoginia, de acordo com ele, resolveria esse problema ao colocar as ofensas individualizadas sob a “lógica das violações dirigidas a grupos historicamente vulnerabilizados”.

A proposta tem dado protagonismo à deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) no movimento feminista. A oposição, por sua vez, vê no texto um risco à liberdade de expressão, com possíveis impactos nas religiões.

A nota dedica um tópico apenas para esse aspecto. Paulo Thadeu cita decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) para falar em limites que seriam extrapolados com “manifestações que se traduzam em práticas de discriminação, desumanização ou incitação à violência contra grupos vulnerabilizados”.