Em Joinville, no norte de Santa Catarina, sapatilhas de balé dividem a paisagem com o maior parque industrial do estado. A maior cidade catarinense abriga a única filial da escola russa Bolshoi no planeta e o maior festival de dança do mundo.
Por que essa cidade aparece entre as mais felizes do país?
A resposta está em um conjunto de indicadores sólidos. Segundo a Prefeitura de Joinville, o município ficou em segundo lugar no ranking das 30 cidades mais felizes do Brasil em 2026, atrás apenas da vizinha Jaraguá do Sul. O levantamento, divulgado pela Revista Bula, se inspira em critérios do World Happiness Report, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O estudo combina oito dimensões, com peso maior para segurança pessoal, capacidade material e saúde. A cidade também figura entre as mais bem planejadas do país. Conforme a Prefeitura de Joinville, o município já havia liderado a edição de 2025 do mesmo ranking, um reflexo de décadas de investimento em infraestrutura urbana.
A vida cotidiana acompanha os números. Bairros residenciais arborizados, ciclovias espalhadas pela malha urbana e uma economia diversificada, ancorada na indústria metal-mecânica, criam um ambiente que atrai famílias e profissionais de fora.

A história de dote e a herança europeia que moldaram a cidade
Poucas cidades brasileiras nasceram de um presente de casamento. As terras de Joinville faziam parte do dote da princesa Francisca Carolina, irmã de Dom Pedro II, ao se casar com o príncipe francês François Ferdinand de Orléans, o príncipe de Joinville. O nome da cidade vem justamente do título nobiliárquico dele, embora o casal nunca tenha posto os pés aqui.
O povoamento começou em 1851, quando a barca Colon trouxe os primeiros imigrantes da Alemanha, Suíça e Noruega às margens do rio Cachoeira, fundando a Colônia Dona Francisca. Essa origem rendeu à cidade o apelido de Cidade dos Príncipes, presente até no hino municipal.
A herança europeia ainda se vê nas palmeiras imperiais centenárias, na arquitetura germânica e na vocação cultural. Foi essa tradição de disciplina e apreço pelas artes que ajudou a transformar a cidade em um polo de dança reconhecido fora do Brasil.

O que fazer em Joinville entre museus, dança e cozinha colonial?
O roteiro mistura cultura, natureza e memória da imigração. Entre os pontos que valem a visita na cidade, destacam-se:
- Escola do Teatro Bolshoi no Brasil: única filial da instituição russa fora de Moscou, recebe visitantes em horários agendados para conhecer os bastidores da formação de bailarinos.
- Mirante de Joinville: a cerca de 250 metros de altitude, oferece vista de 360 graus da cidade, da Baía da Babitonga e da Serra Dona Francisca.
- Museu Nacional de Imigração e Colonização: instalado em casarão histórico com corredor de palmeiras imperiais, conta a saga dos colonos europeus.
- Estrada Bonita: rota de turismo rural com propriedades coloniais, cervejarias artesanais e paisagens de serra.
- Museu Arqueológico de Sambaqui: acervo com milhares de peças sobre os antigos habitantes da região costeira.
- Centreventos Cau Hansen: principal palco do Festival de Dança, abriga também o Museu da Dança, dedicado à arte.
A cozinha local guarda o sabor da imigração e merece um capítulo à parte. Entre os pratos típicos que vale provar na cidade, estão:
- Cuca: bolo de origem alemã coberto com farofa açucarada, mais comum nas casas joinvilenses do que qualquer bolo industrializado.
- Chineque: variação local do pão doce, presença obrigatória nas padarias e cafés do centro.
- Marreco assado: prato típico celebrado com festival próprio na Estrada Bonita durante o inverno.
- Rollmops: peixe em conserva temperado, herança da culinária escandinava e alemã dos colonos.
- Cervejas artesanais: a cidade é berço de rótulos com reconhecimento nacional, com tradição viva na Estrada Bonita.
Quem deseja turistar e se surpreender no estado catarinense, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Num Pulo, que conta com mais de 94 mil visualizações, onde os Apresentadores mostram a cultura, os museus e a famosa Rua das Palmeiras em Joinville, Santa Catarina:
Qual a melhor época para visitar Joinville?
A janela ideal vai de junho a agosto, quando as chuvas dão trégua e o clima ameno favorece passeios pelo centro histórico. Joinville tem clima subtropical úmido, com chuvas bem distribuídas ao longo do ano, e o apelido carinhoso de “Chuville” não é exagero, já que o guarda-chuva acompanha o morador em qualquer estação. Antes de planejar a viagem, veja como cada período se comporta na cidade:
20°C a 31°C
Muito calor acompanhado das chuvas fortes na “Chuville”. Divirta-se nos badalados passeios de barco maravilhosos na Baía da Babitonga.
🌧️ CHUVA ALTA
16°C a 27°C
O clima ameno é um convite perfeito para passeios abrigados em Santa Catarina, como explorar o rico centro histórico e os museus.
☔ CHUVA MÉDIA
11°C a 24°C
A janela ideal! O tempo seco e ameno abre alas para você percorrer a Estrada Bonita e curtir o prestigiado Festival de Dança em julho.
⭐ EVENTO FAMOSO
15°C a 28°C
A cidade se colore! Desfrute de excelentes passeios para apreciar a inesquecível vista do Mirante e a clássica Festa das Flores.
🌸 CHUVA MÉDIA
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à Cidade dos Príncipes
A cidade fica a cerca de 130 km de Curitiba pela BR-101, pouco mais de uma hora e meia de carro, e a aproximadamente 180 km de Florianópolis, com tempo médio de duas horas pela mesma rodovia. O Aeroporto Lauro Carneiro de Loyola recebe voos regionais diários, com conexões pelos hubs de São Paulo e Curitiba. A rodoviária tem ônibus diretos para as capitais vizinhas e para a capital paulista.
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Vale a pena conhecer Joinville
Joinville reúne um equilíbrio raro: o vigor de um polo industrial, a tranquilidade de ruas arborizadas e uma vocação cultural que ecoou até Moscou. É uma cidade que cresceu entre fábricas e sapatilhas sem perder a identidade europeia herdada dos primeiros colonos.
Você precisa visitar Joinville para sentir como indústria, dança e história convivem na maior cidade catarinense.
Fonte. MG.Superesportes


