
Ainda que pequeno, o mercado de champanhe no Brasil às vezes nos dá boas surpresas. Uma delas é o retorno de Charles Heidsieck, depois de quase duas décadas fora de cena. Fundada em 1851, a maison, na época em que pertencia à Rémy Cointreau, foi importada pela Interfood. Agora, sob o grupo EPI Group, volta ao país pelas mãos da V3D (telefone 99158-4182).
Um dos traços mais marcantes da casa é a generosidade no uso de vinhos de reserva — nada de economia por aqui. São líquidos de safras antigas, guardados para entrar no corte com os mais jovens, garantindo consistência e, de quebra, uma boa dose de complexidade.
No Brut Réserve (R$ 675,00) isso fica escancarado: metade do blend vem de vinhos de até vinte anos. Resultado? Textura, profundidade e um arsenal aromático de respeito feito com pinot noir, chardonnay e pinot meunier.
A marca também carrega a fama de pioneira no estilo blanc de blancs, cham- panhes feitos só com uvas brancas, no caso, chardonnay. A versão deles (R$ 875,00) é leve, fresca, solar e perigosamente fácil de beber.
Fecha o trio de recém-chegados o Rosé Réserve (R$ 875,00), que é fresco e ao mesmo tempo estruturado, também feito com as três castas clássicas.
Em comum, todos têm a capacidade de encarar a mesa. O Brut, por exemplo, acompanha a refeição inteira — da vieira de entrada até um pato de prato principal, por exemplo.
Publicado em VEJA São Paulo de 24 de abril de 2026, edição nº 2992.
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Fonte.: Veja SP Abril


