
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusou o Frei Gilson de misoginia e intolerância religiosa em uma publicação feita em sua conta da rede social X. A parlamentar compartilhou um vídeo no qual o religioso critica a ideologia do empoderamento feminino e a “guerra entre homens e mulheres”.
Em um comentário da própria publicação, a senadora afirmou que, apesar de ter sido criada em família católica, o frei não a representa. Segundo Thronick, o religioso teria ultrapassado “todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia e etc” e declarou esperar que a Igreja Católica “tome severas providências”.
O vídeo divulgado é claramente um recorte de uma pregação de Frei Gilson. Nas imagens, ele afirma que “as mulheres querem sempre ter mais”. “É claro ver que Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem ser o chefe. Isso está na Bíblia: o homem é o chefe do lar. Foi dado a ele liderança, mas a mulher tem o desejo de poder”, diz o religioso no trecho compartilhado.
Ao repercutir o vídeo, originalmente publicado pelo jornalista Guga Noblat, a senadora classificou Frei Gilson como um “falso profeta”. Em sua crítica, Thronicke citou a passagem bíblica de Êxodo 20:7, afirmando que o frei estaria violando o mandamento que proíbe o uso do nome de Deus de forma irreverente, trivial ou falsa.
Eleita com ajuda de Bolsonaro em 2018, Soraya votou contra o relatório da CPI do Crime Organizado
Eleita em 2018 no PSL (atual PL), Soraya Thronicke chegou a ser vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Congresso em 2021. Mais recentemente, porém, a parlamentar entrou na lista de casos de traição à direita e votou contra o relatório final da CPI do Crime Organizado, que apurava supostos crimes relacionados ao Banco Master.
O parecer, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), previa o indiciamento de diversas autoridades, incluindo os ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O tema é considerado relevante para o eleitorado que impulsionou a eleição de Soraya em 2018.
Recentemente, a senadora aproveitou a janela partidária para trocar de legenda e se filiar ao PSB, após deixar o Podemos. A mudança ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026, quando Soraya deve concorrer novamente a uma vaga no Senado Federal.
Fonte. Gazeta do Povo


