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23 de abril de 2026

Diddy: Justiça rejeita ação de US$ 100 mi por difamação – 23/04/2026 – Ilustrada

Diddy: Justiça rejeita ação de US$ 100 mi por difamação – 23/04/2026 – Ilustrada

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Um juiz de Nova York arquivou um processo movido pelo rapper Sean “Diddy” Combs sobre um documentário do Peacock que, segundo ele, promovia “descaradamente” teorias conspiratórias que o difamavam.

Diddy entrou com a ação contra o serviço de streaming e sua proprietária, a NBCUniversal, no ano passado, enquanto se defendia de acusações de má conduta sexual em processos criminais e civis. Ele negou veementemente ter abusado sexualmente de qualquer pessoa.

O processo pedia pelo menos US$ 100 milhões em indenização e questionava várias alegações feitas por entrevistados no documentário, intitulado “Diddy: A Criação do Bad Boy”. Entre elas estavam especulações sobre a morte da companheira de longa data de Combs e alegações sem fundamento sobre filmagens de abuso sexual envolvendo menores e celebridades.

Em sua decisão, protocolada na segunda-feira, a juíza Phaedra F. Perry-Bond, da Suprema Corte de Nova York, escreveu que era difícil culpar o documentário pelos problemas de reputação de Combs, considerando seus inúmeros problemas legais e a divulgação de imagens dele agredindo uma ex-namorada.

“É inconcebível”, escreveu a juíza, “como o documentário teria criado danos adicionais à reputação do autor, que já estava manchada pelos numerosos processos, pelo vídeo de violência doméstica, pela cobertura da imprensa e por uma acusação criminal.”

No verão passado, um júri condenou Combs por transportar indivíduos para fins de prostituição, mas o absolveu das acusações mais graves de tráfico sexual e conspiração para extorsão. Ele está cumprindo uma pena de mais de quatro anos em uma prisão federal em Nova Jersey enquanto seus advogados recorrem da condenação e lutam contra dezenas de casos que o acusam de má conduta sexual que ainda tramitam no sistema judicial civil.

Combs contestou particularmente uma afirmação no documentário feita por um dos entrevistados de que Kim Porter, sua namorada de longa data com quem teve três filhos, havia sido assassinada. Ela morreu em 2018, aos 47 anos. Seu processo chamou a especulação de “profundamente angustiante, ofensiva, imprudente e maliciosa”.

Mas a juíza concluiu que o documentário havia incluído informações que colocavam em dúvida a alegação de assassinato, inclusive quando mostrou uma imagem do laudo de autópsia de Porter, que afirma que ela morreu de pneumonia lobar e observou separadamente que a polícia local não suspeitava de crime.

Os advogados da NBCUniversal defenderam o documentário no tribunal, afirmando em seus documentos que ele apresentou alegações feitas contra Combs junto com uma variedade de perspectivas, incluindo as dos próprios representantes do magnata da música.

A juíza concordou, escrevendo em sua decisão que o documentário demonstrou uma abordagem “nuançada” que revelou os vieses dos entrevistados e incluiu respostas às alegações centrais.

“Esta é uma decisão importante que protege cineastas e jornalistas ao arquivar esta queixa sem mérito, conforme previsto pela lei de Nova York e pela Primeira Emenda”, disse Theodore J. Boutrous Jr., advogado da NBC, em comunicado. (Boutrous está representando o The New York Times em um processo contra o Pentágono sobre suas restrições a jornalistas credenciados.)

Combs tem outro processo de difamação ainda em andamento, contra um homem que afirmou em entrevistas de televisão estar de posse de vídeos que mostravam o magnata da música em encontros sexuais com celebridades, incluindo agressões a pessoas que o homem disse parecerem ser menores. As filmagens, que os advogados de Combs disseram não existir, nunca vieram à tona.

Este artigo foi publicado originalmente The New York Times” rel=”” target=”_blank”>aqui.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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