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21 de maio de 2026

Moraes concede prisão domiciliar a três mulheres presas pelo 8/1

Moraes concede prisão domiciliar a três mulheres presas pelo 8/1

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Três mulheres presas pelo 8 de janeiro receberam alvará de soltura nos últimos dias, após diversas negativas do ministro Alexandre de Moraes. Duas delas são mães de crianças menores de 12 anos, enquanto a terceira tem 52 anos de idade e trabalhava como pescadora no interior do Mato Grosso.

“Mais de três anos e três meses de espera em que uma inocente definhava no cárcere”, lamenta a advogada Tanieli Telles, em vídeo divulgado pelas redes sociais. “Uma mulher simples, honrada, pescadora que mora na cidade de Cuiabá”, continuou, em referência à Elisangela Cristina Alves de Oliveira, que recebeu alvará de soltura na quarta-feira (20).

A defesa da mato-grossense já tinha solicitado prisão domiciliar anteriormente, mas o pedido havia sido negado em janeiro deste ano. A mulher estava presa na Penitenciária de Cuiabá e cumpriu três anos, três meses e 4 dias de pena. Sua condenação pelos atos de 8 de janeiro é de 14 anos, e agora deverá usar tornozeleira eletrônica, sem sair de casa. Ela também está proibida de deixar o Brasil, utilizar redes sociais, se comunicar com outros envolvidos no 8/1 ou receber visitas.

Mãe de três filhos vai para casa após cumprir três anos de pena pelo 8/1

Outra mulher que obteve alvará de soltura nos últimos dias foi Juliana Gonçalves Lopes Barros. Mãe de três filhos — dois deles menores de idade, com oito e dez anos —, ela teve a alegria de reencontrá-los no portão da Penitenciária Feminina de Pirajuí, no interior de São Paulo. O encontro foi registrado na última quarta-feira (20), quando diversas pessoas de sua família aguardavam sua saída.

Em vídeo publicado nas redes sociais da defesa, é possível ver a emoção do reencontro. “Estamos falando da liberdade de uma mulher inocente que não cometeu nenhum crime, condenada injustamente”, afirmou o advogado Hélio Junior.

Juliana tem 36 anos e foi condenada à pena de 17 dezessete anos por estar presente nos atos do 8/1. De acordo com o atestado de pena, emitido na última semana, ela já cumpriu três anos e quatro meses da pena.

A defesa já havia solicitado prisão domiciliar em dezembro de 2025 devido à necessidade de os filhos estarem perto da mãe, mas o pedido foi indeferido por Moraes. Agora, Juliana está em casa e segue com tornozeleira eletrônica.

Mãe de criança em SP também é liberada após ter pedido de soltura anterior negado

Além de Juliana, a mãe Debora Chaves Spina Caiado também obteve alvará de soltura esta semana. Condenada à pena de 14 anos, a mulher seguia presa na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, em São Paulo. Ela estava afastada do filho menor de idade, que sofre com TDAH.

A mulher já havia sido presa entre 8 de janeiro de 2023 até 7 de agosto do mesmo ano, e foi presa novamente em junho de 2024.

A defesa já havia solicitado a concessão de prisão domiciliar, sob o fundamento de que a apenada é mãe de criança menor de doze anos com TDAH, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrária, e Moraes negou o pedido. A defesa fez a solicitação novamente este mês, com a mesma argumentação de que a mulher tem um filho pequeno, e o magistrado do STF concedeu a prisão domiciliar, contrariando parecer da PGR.

Debora tem 43 anos, e já cumpriu dois anos e cinco meses de pena. “Depois de dois anos trancafiada em uma prisão, longe do esposo e do filho, Alexandre de Moraes concede a prisão domiciliar a essa inocente”, declara a advogada Tanieli Teles.

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Fonte. Gazeta do Povo

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