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26 de junho de 2026

MP-SP ordena investigar postagens de necrofilia contra jovem

MP-SP ordena investigar postagens de necrofilia contra jovem

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O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) determinou que a Polícia Civil investigue publicações nas redes sociais que sexualizam a morte de Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu após ser arremessada de uma ponte sem os equipamentos de segurança. A apuração do caso deve ficar sob a responsabilidade da delegacia de crimes cibernéticos.

A abertura da investigação foi divulgada inicialmente pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, e confirmada pela Gazeta do Povo. As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) também acionaram, respectivamente, a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF). No entanto, foi uma representação da bancada feminina do PSOL que mobilizou a atuação do MP-SP.

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Com menções à juventude e à beleza da vítima, usuários de redes sociais fizeram comentários de teor sexual sobre o ocorrido, sugerindo práticas de necrofilia e vilipêndio a cadáver.

“É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada”, disse Erika. “Nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz”, escreveu Tabata.

A reportagem procurou a rede social X, que teria sido a plataforma de publicação das mensagens. Até o momento, não houve resposta. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

A tragédia aconteceu durante a prática de um salto na Ponte do Esqueleto, que liga os municípios de Limeira e Cordeirópolis (SP), um local conhecido pela realização frequente desse tipo de atividade.

Pouco antes do acidente, Maria Eduarda publicou fotos no local e brincou na legenda: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”. Momentos depois, o instrutor ajudou a erguer a jovem para que dois auxiliares a segurassem pelos braços e pernas, lançando-a em seguida.

Nessa modalidade de esporte radical, o praticante salta ou é arremessado de uma grande altura, preso a um sistema de cordas de escalada. Após o período de queda livre, as cordas convertem a descida em um movimento de pêndulo, garantindo a absorção segura do impacto.

Vídeos que circulam nas redes sociais, no entanto, mostram que os responsáveis pelo “lançamento humano” esqueceram de prender o equipamento de segurança na jovem. Nas gravações, é possível ouvir testemunhas gritando desesperadas: “A corda, gente, a corda!”.



Fonte. Gazeta do Povo

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