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13 de maio de 2026

O dia em que Guimarães Rosa escapou da morte porque saiu para comprar cigarro

O dia em que Guimarães Rosa escapou da morte porque saiu para comprar cigarro

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Guimarães Rosa durante expedição ao sertão de Minas Gerais, em 1952

Crédito, Eugênio Silva/Acervo do Museu Casa Guimarães Rosa

Legenda da foto, Guimarães Rosa durante expedição ao sertão de Minas Gerais, em 1952

    • Author, André Bernardo
    • Role, Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 9 min

Numa madrugada de 1941, Guimarães Rosa acordou com vontade de fumar. Como não havia cigarro em casa, o cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo vestiu um sobretudo por cima do pijama e saiu para comprar um maço.

Em um café da vizinhança, ouviu uma sirene e correu para o abrigo mais próximo. Pela manhã, ao voltar para casa, o prédio onde morava havia sido reduzido a escombros. “Dizem que o cigarro mata. Mas aquele salvou minha vida”, ironizou.

Ainda na Alemanha, outro susto: um ataque aéreo havia destruído, parcialmente, o consulado onde Rosa trabalhava. Como o risco de desabamento era iminente, as autoridades alemãs proibiram a entrada de qualquer funcionário da representação na parte do imóvel que continuava de pé.

Rosa, porém, burlou a segurança, entrou no imóvel e retirou do cofre uma papelada confidencial. Ao sair de lá, o restante do prédio veio abaixo.

“Deus me reservava uma missão. Por isso, salvou-me da morte duas vezes”, segredou Rosa a Vilma, sua primogênita, que registrou a confidência do pai no livro de memórias Relembramentos (1983). “Duas vezes?”, espanta-se o jornalista Leonêncio Nossa, autor do recém-lançado João Guimarães Rosa – Biografia (Nova Fronteira e Topbooks).



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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