Viajar para a China exige um preparo diferente. Mesmo em Xangai, uma das cidades mais globalizadas do país, poucas pessoas falam inglês, e aplicativos populares, como Google Maps, Uber e WhatsApp, não funcionam normalmente.
Antes da viagem, vale instalar o que será usado durante a estadia. O Alipay concentra boa parte dos pagamentos no país e permite solicitar carros pelo Didi, principal aplicativo de transporte da China. Com ele, é possível pagar quase tudo, como compras em barracas de comida de rua, restaurantes, supermercados, táxis, lojas de departamento e atrações turísticas.
Para navegação, o AMap costuma funcionar melhor do que os equivalentes ocidentais, enquanto aplicativos de tradução ajudam na comunicação. Também é recomendável contratar um eSIM que ofereça VPN para acessar serviços bloqueados no país.
Depois dessa preparação, conhecer Xangai pode ficar mais simples, principalmente para quem visita a cidade pela primeira vez. O local reúne arranha-céus, bairros históricos, templos budistas e áreas que ajudam a entender como um antigo porto se transformou em um dos principais centros financeiros do mundo. A seguir, veja o que fazer por lá em uma viagem de três dias.
Dia 1
Uma boa forma de começar a viagem é participar de um walking tour. Os passeios são conduzidos por guias locais e funcionam por meio de gorjetas pagas ao final da experiência.
Além de passar por alguns dos principais pontos turísticos, o roteiro ajuda a entender como Xangai cresceu ao longo das últimas décadas e como diferentes influências culturais moldaram a cidade.
Depois, siga para a Torre de Xangai, o segundo edifício mais alto do mundo. O mirante, localizado no 118º andar, oferece uma vista panorâmica do rio Huangpu, do distrito financeiro de Lujiazui e da expansão urbana da cidade.
Ainda no primeiro dia, visite o Jardim Yu. Construído durante a dinastia Ming, o complexo reúne pavilhões, lagos, pontes e jardins tradicionais chineses. Durante o dia, o movimento costuma ser menor. À noite, os edifícios iluminados e os shows de luzes transformam completamente o cenário.
Nos arredores do jardim estão ruas repletas de lojas, mercados e restaurantes, nos quais é possível experimentar pratos tradicionais e comprar lembranças de viagem.
Para encerrar o dia, siga para o Bund, calçadão às margens do rio Huangpu que reúne edifícios históricos de um lado e os arranha-céus de Pudong do outro. A partir das 19h, começam as projeções e a iluminação dos prédios, que seguem até as 23h. Entre 18h e 21h, o local costuma ficar muito movimentado.
Depois das 22h, o fluxo diminui, facilitando caminhadas e fotos. Quem visita a região também encontra diversos fotógrafos oferecendo ensaios rápidos. Eles abordam turistas durante todo o percurso e podem ser insistentes, principalmente nos horários de maior movimento.
Dia 2
Reserve o segundo dia para caminhar pela Concessão Francesa, bairro que preserva parte da arquitetura da épica em que a região esteve sob administração europeia. Cafés, pequenas lojas e ruas arborizadas fazem parte da rotina local e contrastam com as áreas mais modernas da cidade.
Depois, visite o complexo conhecido como 1.000 Trees (mil árvores), projeto do britânico Thomas Heatherwick. O edifício combina terraços cobertos por árvores e vegetação com uma estrutura de concreto voltada para o rio Suzhou. A região também reúne murais, grafites e intervenções de arte urbana.
Na sequência, caminhe pela rua Nanjing, uma das principais vias comerciais de Xangai. O local reúne grandes marcas internacionais e lojas de departamentos, além de centros comerciais e pequenos estabelecimentos que vendem lembranças, eletrônicos e produtos populares.
Dia 3
Comece o último dia na Torre de TV Pérola Oriental, um dos símbolos de Xangai. Inaugurada na década de 1990, ficou conhecida pelas esferas que compõem sua estrutura e pelos observatórios que oferecem diferentes ângulos da cidade e do rio Huangpu.
Depois, visite o Templo Jing’an, um dos locais budistas mais conhecidos da cidade. Cercado por avenidas e edifícios comerciais, reúne lugares de oração, esculturas e espaços onde moradores e turistas acendem incensos e fazem pedidos.
Quem procura uma atração diferente pode incluir o Túnel Turístico do Bund no roteiro. O trajeto liga as duas margens do rio Huangpu por meio de projeções, efeitos visuais e instalações iluminadas ao longo do percurso.
Antes de deixar Xangai, vale participar de um tour de comida ou simplesmente explorar restaurantes e feiras locais por conta própria.
Entre os pratos mais conhecidos estão os xiaolongbao, bolinhos recheados com caldo, diferentes versões de dumplings, macarrões preparados na hora e outras especialidades regionais. Como boa parte da culinária chinesa usa pimenta em diferentes níveis, vale checar o grau de ardência antes de fazer o pedido.
É uma boa oportunidade para experimentar também outras comidas de rua e conhecer sabores que fazem parte do dia a dia dos moradores.
Fonte.:Folha de S.Paulo


