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25 de agosto de 2026

Os documentos que mostram como Juscelino Kubitschek esteve na mira dos Estados Unidos durante a ditadura

Os documentos que mostram como Juscelino Kubitschek esteve na mira dos Estados Unidos durante a ditadura

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Um homem de terno, Juscelino Kubitschek, aparece sentado diante de um grande mapa, enquanto outras pessoas o observam ao redor.

Crédito, Bettmann/Getty Images

Legenda da foto, O presidente Juscelino Kubitschek em entrevista coletiva por ocasião da inauguração da capital brasileira, Brasília, em 1960

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 10 min

No dia 14 de dezembro de 1970, sob o governo de Emílio Garrastazu Médici, Juscelino Kubitschek (1902-1976), conhecido como JK, foi sabatinado por uma comitiva de americanos no Brasil, sob a liderança do embaixador no país.

Em sete páginas datilografadas, timbradas com a indicação do Departamento de Estado dos Estados Unidos e a indicação de confidencialidade, o embaixador William Manning Rountree (1917-1995) relatou ao governo americano suas impressões da conversa. O documento data de 5 de janeiro de 1971.

Fazia dez anos que JK havia concluído seu mandato presidencial. A ditadura que governava o país desde 1964 — e tinha o apoio dos EUA — havia cassado seus direitos políticos e impedido, pelo regime de exceção, que ele voltasse à Presidência.

Em 1965, JK havia manifestado publicamente o interesse de disputar novamente eleições e voltar a comandar o país. Além disso, naquele contexto em que o país era presidido por Médici (1905-1985), JK era visto como ameaça.

“O fato é que JK tinha apelo popular, era nacionalista ao seu modo, e não se submetia cegamente à influência americana”, explica o sociólogo Rogério Baptistini, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.



Fonte.:BBC NEWS BRASIL

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