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9 de julho de 2026

Ataques americanos contra o Irã matam 14 – 09/07/2026 – Mundo

Ataques americanos contra o Irã matam 14 – 09/07/2026 – Mundo

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Os ataques americanos contra o Irã nesta semana deixaram 14 mortos e 78 feridos, informou nesta quinta-feira o Ministério da Saúde iraniano.

“Dos feridos, 47 continuam hospitalizados e os demais já receberam alta após atendimento médico”, escreveu na rede social X Hosein Kermanpur, chefe de relações públicas do ministério.

Os Estados Unidos voltaram a atacar o Irã, que retaliou contra várias monarquias petrolíferas do Golfo, denunciou um “crime de guerra” e está convencido de que Washington tenta sabotar o enterro de seu ex-líder supremo Ali Khamenei.

O Exército americano atingiu cerca de 90 “alvos militares” no Irã, incluindo sistemas de defesa antiaérea, em sua última série de ataques, anunciou na noite de quarta-feira (8) o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).

“Os Estados Unidos concluíram uma nova série de ataques contra o Irã, em 8 de julho, com o objetivo de degradar ainda mais a capacidade do Irã de atacar o transporte marítimo comercial e marinheiros civis inocentes no Estreito de Ormuz”, detalhou o Centcom em um comunicado publicado no X.

O Irã desafia o presidente dos EUA, Donald Trump, com sua intenção de cobrar pedágio dos navios que transitam pelo estreito de Hormuz. Antes dos ataques israelenses e americanos de 28 de fevereiro, que desencadearam o atual conflito, a passagem pela via marítima era livre.

Antes da guerra, Hormuz era responsável pelo tráfego de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo. O exército americano acusa o Irã de ter atacado, nesta terça-feira (7), pelo menos três navios comerciais que transitavam pelo estreito.

O chefe negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Hormuz só abrirá plenamente sob “disposições iranianas”, por mais que os Estados Unidos defendam a liberdade de navegação, sem pedágios nem impostos.

Trump deu a trégua por encerrada entre ambos os lados após a primeira rodada de ataques mútuos de quarta-feira (8). Horas depois, abriu a possibilidade de continuar dialogando. Segundo as forças americanas, os últimos bombardeios contra o Irã estavam direcionados à “sua capacidade de ameaçar a livre navegação no estreito de Hormuz”.

Elas teriam atingido cerca de 90 alvos militares iranianos, em ataques contra seus sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones.

O Irã denunciou ataques às suas infraestruturas civis. O Ministério das Relações Exteriores condenou ataques contra “províncias costeiras do sul em vários locais” e contra duas pontes que conduzem à cidade santa de Mashhad, onde chegou o caixão do líder supremo Ali Khamenei para seu sepultamento.

Segundo a televisão pública, os ataques obrigaram a suspender o serviço ferroviário entre Teerã e Mashhad. Os Guardiões da Revolução acusaram os Estados Unidos de querer “ofuscar” o funeral de Khamenei.

Esses ataques “representam sem nenhuma dúvida um crime de guerra flagrante”, acrescentou o Ministério das Relações Exteriores, e prometeu “defender sua integridade territorial, sua soberania e sua segurança nacional”.

Por sua vez, os Guardiões da Revolução iranianos garantiram ter atacado bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O exército disse também ter atacado alvos no Kuwait, Catar e Bahrein, três monarquias do Golfo aliadas de Washington.

Segundo meios de comunicação estatais, atingiram um sistema Patriot de interceptação de mísseis no Kuwait, um sistema de alerta antecipado no Catar e tanques de combustível no Bahrein, com “um grande número e variedades de tipos de drones militares kamikaze”. As autoridades kuwaitianas reportaram um ferido em seu território.

Também foram ouvidos aviões de guerra sobre a ilha iraniana de Kish, e várias explosões sacudiram as cidades portuárias de Bandar Abbas, Konarak e Chabahar, segundo a agência de notícias oficial IRNA.

“Isso é em represália pelo bombardeio de navios de ontem por parte do Irã. Se voltar a acontecer, será muito pior”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Na quarta, Trump declarou que a parte iraniana o ligou “há pouco” porque queria um acordo. Não deu detalhes, mas questionou por que, segundo ele, os iranianos estão “um pouco loucos”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou a “desescalar” a situação e retomar o diálogo.

O Irã disse que seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o primeiro-ministro catariano, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, conversaram por telefone na quarta-feira e “ressaltaram a importância de usar os meios diplomáticos”.



Fonte.:Folha de S.Paulo

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