10:02 AM
9 de julho de 2026

Debate na Câmara mostra que proibir redes sociais até 16 anos está longe de ser consenso

Debate na Câmara mostra que proibir redes sociais até 16 anos está longe de ser consenso

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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promoveu nesta terça-feira (7) um debate sobre o projeto de lei (PL) 94/26, de autoria da deputada Greyce Elias (PL-MG), que trata da restrição do acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. As discussões sobre o tema vêm se intensificando, especialmente após a regulamentação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que foi finalizada em março deste ano.

As restrições de acesso parecem ter cada vez mais adesão da população, como mostrou uma pesquisa realizada pela ONG Family Talks, em que 72% da população entrevistada disse acreditar que menores de 16 anos não devem ter acesso livre e irrestrito às redes sociais. E, segundo Greyce Elias, durante a abertura da sessão da comissão, seu PL precisa ser aprovado com urgência por estar baseado em dados “alarmantes”.

“Quero relatar a pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que 159 mil estudantes brasileiros de 13 a 17 anos foram ouvidos, e constatou-se que 13,2% deles já foram vítimas de ciberbullying. Ou seja, é um tema muito profundo e que nós precisamos realmente nos debruçar, para que tenhamos a oportunidade de, neste momento atual, tomarmos uma decisão que vai impactar esta geração e não apenas as próximas”, disse Greyce.

A autora do projeto afirmou não ignorar benefícios das redes sociais para crianças e adolescentes, mas reforçou que elas também ampliaram a exposição a conteúdos nocivos, ao cyberbullying, ao assédio, à exploração sexual, ao discurso de ódio e a mecanismos de algoritmos que incentivam o uso e o excesso das plataformas.